|
Trevisan é convidado a explicar contrato com filho de Lula.
|
|
A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática convidará o dirigente da empresa de consultoria e auditoria BDO Trevisan, Antoninho Marmo Trevisan, para falar sobre a operação financeira entre as empresas Telemar, que atua no setor de telecomunicações, e Gamecorp, que tem como sócio Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O requerimento, apresentado pelo deputado José Rocha (PFL-BA), foi aprovado na quarta-feira (24). O parlamentar lembra que, segundo reportagem publicada pela revista Veja no último dia 13 de agosto, a empresa de Trevisan intermediou a operação, na qual a Telemar investiu R$ 5 milhões para que a Gamecorp produzisse conteúdo para celulares. Amigo de Lula, Trevisan integra o Conselho de Ética da Presidência da República. Enriquecimento José Rocha considera suspeita a operação, já que a Telemar tem entre seus acionistas o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e os fundos de pensão Petros (Petrobras) e Previ (Banco do Brasil). O deputado ressalta que, a partir de uma pequena empresa, a G4 Entretenimento e Tecnologia Digital, Fábio Luís conseguiu, em cerca de dois anos, associar-se à Telemar. "Em termos patrimoniais, houve um salto de R$ 100 mil (capital inicial da G4) para algo superior a R$ 5 milhões (capital da Gamecorp)", destaca. A reportagem da Veja
informou que a G4 tem como sócios Kalil Bittar e Fernando Bittar. Eles são
filhos do ex-prefeito petista de Campinas Jacó Bittar que, atualmente, é
conselheiro da Petros. "Está-se vendo dinheiro público, sob a
guarda última do presidente da República, ser investido em empresa do
filho do mesmo presidente", afirma José Rocha. A reunião para ouvir Antoninho Marmo Trevisan ainda não tem data definida.
|